Empreender é “pensar fora da caixa”

Quando pensamos em empreender, logo vem a cabeça ter o próprio negócio. Algumas vezes, nem sempre o próprio negócio está relacionado com a mesma área da profissão. Já foi o tempo em que o próprio negócio era uma opção caso alguém ficasse desempregado. Hoje em dia, empreender é investir em  fazer acontecer uma ideia que se acredita no sucesso dela, independente se há ou não o conhecimento e experiências necessários, ou se tem a ver ou não com a área da profissão.  

Uma pesquisa realizada em 2014 pela Global Entrepeneurorship Monitor (GEM) em parceria com o SEBRAE*, identificou que, entre 10.000 empreendedores brasileiros pesquisados, ter o próprio negócio ocupou o terceiro lugar na lista de desejos (31,4%), perdendo apenas para o desejo de ter a casa própria (41,9%) e viajar pelo Brasil (32%). Iniciar na jornada empreendedora tem seus desafios. Para por sua ideia em prática, você precisa de planejamento administrativo e financeiro, persistência, e por ai vai.  Se desprender da cultura do trabalho tradicional e pensar “fora da caixa” são comportamentos essenciais para empreender e concretizar uma ideia inovadora. Mais importante que o empreendimento, é a coragem das pessoas para empreender, pois decidem em abrir mão do que é confortável e ir ao encontro de colocar em prática suas ideias.

As principais características e habilidades que um empreendedor precisa ter foram listadas no texto publicado pelo Sebrae, “Quero abrir minha empresa“.

  • Estar sempre em busca de oportunidades, tanto para o amadurecimento da ideia quanto para o desenvolvimento profissional e pessoal;

  • Agir com iniciativa e persistência

  • Saber estabelecer metas

  • Estar comprometido e focado com as metas estabelecidas

  • Buscar a qualidade e eficiência no que faz

  • Correr riscos calculados

  • Buscar informações

  • Planejar e monitorar sistematicamente suas ações

  • Conseguir persuadir as pessoas e de formar rede de contatos

  • Ser independente e autoconfiante


 


Empreender é compartilhar

Além das características listadas acima, é importante que o empreendedor compartilhe suas ideias e faça parcerias. Dificilmente uma ideia tem sucesso para evoluir sozinha; ela se fortalece através dos diferentes saberes e experiências das pessoas.

 No artigo publicado em 2008 por Glaucia, John e Robson, “Empreendedorismo, inovação e redes: uma nova abordagem“**, os autores destacaram que o empreendedor pode ser visto como um articulador de colaboradores e recursos para o empreendimento. O empreendedor, ao estabelecer conexões entre colaboradores, parceiros, sócios e clientes, cria uma rede de troca de informações voltada para manter e melhorar o funcionamento do empreendimento no qual estão envolvidos. O empreendedor não compete nem estimula a competição entre seus colaboradores, empregados, parceiros. O empreendedor incentiva a troca de ideias, intermedia a busca de soluções para problemas e articula sugestões entre as pessoas para melhorar o desenvolvimento do empreendimento que conduz. Assim, todos compartilham e participam ativamente na condução do empreendimento.

Na cultura do empreendedorismo, a intermediação é função do empreendedor. Ser o elo de conexões na rede existente entre as pessoas que fazem parte do empreendimento é papel que o empreendedor precisa desempenhar para estimular a colaboração entre os pares. Até o “bate-papo” durante o cafezinho é valorizado e pode render uma boa troca de informações. A conversa durante o trabalho e sobre trabalho é estimulada. Assim, o empreendedor vai construindo a própria cultura organizacional da empresa fundamentada em colaboração, não em competição. Na cultura empreendedora, a conversa, a troca de informações e a colaboração são os aspectos priorizados e necessários para o amadurecimento de uma boa ideia. 

Empreender é incentivar as boas ideias

Empresas não surgem prontas e gerando lucros exorbitantes sem passar pelo processo de geração de uma ideia, consolidação desta ideia em projeto, desenvolvimento inicial da empresa, manutenção e crescimento da empresa. Existem diversas variáveis que interferem nesta sequência, deste a criação da ideia até a estabilidade financeira da empresa. Isso pode levar anos ou até décadas.

E o tempo necessário para o surgimento e maturação de uma boa ideia? Já parou para pensar no tempo que leva para uma ideia surgir, sair da sua cabeça e se transformar em realidade? Estamos falando aqui sobre o processo que antecede a criação das empresas, afinal uma empresa não surge sem uma boa ideia. Esta é uma fase essencial, pois se você não tem uma boa ideia, como terá um bom negócio?

Transformar uma ideia em boa ideia requer muito tempo para amadurecê-la e muitas vezes você não faz isso sozinho. Precisa de ajuda, de outras pessoas, de outras ideias. Aqui retomo a importância da colaboração. Um ambiente que estimule a troca de ideias, a conversa entre pessoas com diversidade de opiniões e argumentos, só contribui para a construção de uma boa ideia que pode gerar um bom negócio. Se o empreendedor tem a inovação como foco do seu negócio, compartilhar ideias deve ser a prioridade da sua rede de colaboradores. Assim cria-se um ambiente  que favorece a troca e o surgimento de boas e novas ideias. 

O video a seguir mostra como um espaço que possibilita e estimula a colaboração entre as pessoas é essencial para o desenvolvimento de boas ideias, elemento essencial para o empreendedorismo.

 

Um ambiente voltado para a competição individual faz com que boas ideias não sejam desenvolvidas. As pessoas tem ideias que não são compartilhadas e não são transformadas em boas ideias. Empreender é compartilhar e o trabalho em colaboração só contribui para que boas ideias se concretizem em bons negócios. 

* O Relatório Executivo Empreendedorismo no Brasil- 2014, produzido pela Global Entrepeneurorship Monitor (GEM) em parceria com o SEBRAE,  apresenta os dados da pesquisa realizada com empreendedores e especialistas em empreendedorismo.


**O artigo “Empreendedorismo, inovação e redes: uma nova abordagem“, foi publicado em 2008 na revista RAE-eletrônica por Glaucia Vasconcelos Vale; John Wilkinson e Robson Amâncio. 

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